terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Tertúlia de Leitores "Conversas com Chá e Bolachas", na BEMS
No dia 8 de Março de 2012, Dia Internacional da Mulher, reunimo-nos na Biblioteca Madalena Sotto, pelas dezanove horas e trinta minutos, para participarmos numa Tertúlia integrada na Semana da Leitura, subordinada ao tema “Conversas com Chá e Bolachas”. Neste evento, estiveram presentes a nossa turma de EFA escolar e as duas turmas de Português Para Todos.
Os formandos da turma de
Português Para Todos apresentaram alguns livros e escritores conceituados,
fazendo uma breve análise a cada um deles, lendo em voz alta excertos dos
mesmos em cada uma das suas línguas maternas. Um dos adultos declamou, em
georgiano, algumas bonitas estrofes do poema O Cavaleiro na Pele de Pantera, do grande Shota Rustaveli, poeta do
século XII que, depois, nos explicou em português. Da nossa turma, a nossa
colega Zuleima Sucre, também deu a sua contribuição, fazendo uma pequena
sinopse de um livro. De igual modo, a senhora professora Sandra Silva, de STC,
também apresentou um livro de contos para crianças.
Verificamos, nós portugueses, como
é muito difícil citar textos e dar a conhecer contextos culturais em outras
línguas. Deste modo, pudemos dar mais valor aos formandos do PPT, de diferentes
nacionalidades, uns Ucranianos, uns Russos, outros Venezuelanos e Georgianos
que tiveram a audácia de se aventurar no nosso país e a coragem de aceitar o
desafio de nos darem a conhecer os seus livros e as suas culturas.
Foi um momento de convívio no
qual, para além dos livros e dos testemunhos de culturas, pudemos conviver
bebericando um chá e comendo bolachas.
É de saudar a iniciativa dos
formadores Mariela Neves, José Rosa e José Guimarães, não esquecendo, de igual
forma, a Exma. Sra. D. Cidália, assistente operacional da biblioteca da nossa
escola que deu o seu contributo, confecionando as flores oferecidas às senhoras
que participaram nesta tertúlia, como um símbolo do Dia Internacional da Mulher.
Em jeito de conclusão, consideramos que esta iniciativa
permitiu que ficássemos com uma noção mais aprofundada sobre outras línguas e outras
culturas.
Texto elaborado por: Joana Godinho, Zuleima Sucre, António
Tavares, Filipe Ferreira e Fernando Silva
Fotografias de: Vitor Silva
terça-feira, 6 de março de 2012
A hipoteca da minha geração
Eu, como tantos outros jovens, camaradas de
luta, lutamos por uma vida melhor.
Neste momento, olhamos um futuro totalmente
hipotecado. A nossa vida está limitada e aperreada num enlace de uma má,
péssima, gestão dos nossos antecessores. Não dos nossos pais que sempre
trabalharam para colocar o pão de cada dia na boca da sua família, mas sim de
um “ajuntamento” de políticos que não tem honra nem escrúpulos, que são a
escória da nossa sociedade.
Eu, tal como meus amigos e companheiros de
vida, colegas de trabalho, de escola, que compartilhamos uma geração de
interesses e ambições, não temos mais ambição! Não temos mais interesse num país
que já não nos ajuda, que já não nos respeita.
Somos olhados pelos mais velhos como
salvadores de um país em ruína mas somos, ao mesmo tempo, um empecilho para o
nosso governo que não tem mais espaço para nós, não tem mais espaço para os
jovens: nós, o futuro do nosso país.
Vivemos momentos difíceis, de uma crise
financeira e social tremenda, em que um jovem já não tem mais valor. Recebemos
incentivos dos nossos generais, os nossos governantes, para emigrar, sair da
nossa pátria, abandonar o barco, para que ganhemos a nossa vida, o nosso dinheiro,
fora. Tudo isto, com o objetivo de que, mais tarde, regressemos com o pão que
ganhámos, com o dinheiro que adquirimos, para dar de comer a uma corja de
políticos corruptos e insanos que governam o nosso país.
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